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| 07 | 09 | 2010 |
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Jantares-Tertúlia na Juventude da Galiza
2004 A Associação Ofícios do Património e da Reabilitação Urbana organiza nas primeiras quintas feiras de cada mês um jantar/tertúlia que designa por “Falar Lisboa” e que se realizam na Casa da Juventude da Galiza, na Rua Júlio de Andrade, nº 3, às 20,30, em Lisboa. Esta iniciativa tem por objectivo criar um espaço de debate, reflexão e informação sobre a nossa cidade, visando a criação de uma consciência colectiva de que a cidade é constituída por todos nós e, nela, devemos exercer a nossa cidadania. Para os jantares são convidadas pessoas preparadas para abordar os diversos temas e orientar a respectiva discussão. O património do sub-solo, em 5 de Fevereiro arqueologia – Dr. Clementino Amaro O património verde, em 4 de Março Prof. Arq. Ribeiro Teles O património do sub-solo: Geologia e geotecnia , em 1 de Abril Dr. Gabriel Almeida O património construído, em 3 de Junho Drª Gabriela Carvalho Um primeiro jantar teve lugar a 8 de Janeiro, sobre “As torres de Alcântara”, tendo sido convidado o Arquitecto Fernandes Gonçalves, investigador do LNEC e professor na Faculdade de Arquitectura de Lisboa. Durante o jantar foram sendo levantados diversos problemas, de que se destacam o silo automóvel na Calçada do Combro, ao lado da Igreja de S. Catarina, o muro de 3 m de altura que começa a ser construído em volta do parque da Bela Vista para o evento Rock in Rio, o facto de na Reabilitação Urbana, terem sido de novo sectorializados os Serviços que estavam integrados e que consubstanciavam uma experiência de gestão urbana altamente enaltecida a nível internacional. Foram igualmente feitas considerações sobre casos de achados arqueológicos ignorados pela gestão camarária, o que empobreceu indevidamente o património que é de todos, e de intervenções no sub-solo (metro, fundações) que vieram alterar as toalhas freáticas e os cursos de água subterrâneos, criando situações de risco. No segundo jantar, que teve lugar a 5 de Fevereiro, levantaram-se alguns temas da actualidade, como a intenção de deslocar a Feira Popular para o Parque de Monsanto. O debate sobre este assunto foi mais tarde debatido no “Falar Lisboa” do Património Verde. O Dr. Clementino Amaro levou-nos numa viagem ao passado, à luz das descobertas feitas nas pesquisas arqueológicas, cujos vestígios permitem recriar o que nos antecedeu. Deu-nos notícia da riqueza do património arqueológico da região, bem e mal tratado, conforme os casos. Foi dada noticia que, para a passagem duma auto-estrada –a CRIL- na zona da Buraca, está prevista a destruição dum troço do Aqueduto das Águas Livres. Esta vasta obra do século XVIII, anterior ao terramoto de 1755, foi feita com traço, entre outros, de Manuel da Maia e de Carlos Mardel. Tem um aqueduto geral de 18,5 Km, uma rede de captação de 48 Km e uma de distribuição de 12 Km, além de várias Mães de Água e chafarizes. Este aqueduto é considerado um dos mais importantes do mundo e de grande valor patrimonial. Por esta razão, deveria ser proposta a sua inserção na lista do Património da Humanidade. Algumas pessoas presentes no jantar, procuraram, posteriormente, informar-se sobre os riscos que o Aqueduto está a correr, tendo esta situação sido confirmada por várias fontes, pelo que ficou evidente a necessidade de mobilizar a opinião pública para a defesa, preservação e conservação deste património. O modo de actuação quanto a este assunto foi debatido no “Falar Lisboa”, de 5ª feira, 4 de Março, que contou com a presença do Prof. Arqº. Ribeiro Teles, que falou dos problemas da Estrutura Verde de Lisboa. Dos jantares, surgiram os abaixo assinados para a defesa do Parque de Monsanto, e do Aqueduto das Águas Livres, divulgados neste site e na comunicação social. Em 21 de Setembro retomamos os «Jantares-tertúlia». Saiba o programa e como participar em notícias. Acções em preparação Acções realizadas ou em curso |
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